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O IMPRESSIONISMO E EU

Em busca da exatidão das formas e cores, da técnica aplicada e do resultado desejado, tento reproduzir a imagem não exatamente como ela é ou deveria ser, ou do modo como ela se apresenta, mas do modo como meus olhos consegue enxergar. Perguntam-me qual meu estilo, e digo, todos possíveis. Todos que consigo expressar com sinceridade nas pinceladas sem pudor e nos traços singelos.

Como pintor, minha alma está em busca incessante, frenética por preencher o vazio da alma. A necessidade de ultrapassar obstáculos transponíveis e materializar o objeto calculado, esse o desafio a cada tela em branco. Não procuro seguir tendências e nem me opor a regras mas de certo modo, continuar a percorrer meu caminho e encontrar meu destino.



Como Louis Leroy ao criticar a obra Impression du Soleil Levant de Claude Monet na exposição dos rejeitados de 1874, assim me autoflagelo diante do que seria para mim inconclusivo o que pinto.

Com Cézanne me vem a inspiração, com Degas a sutileza e Renoir a maestria, obras do impressionismo relutando no meu inconsciente, transformando aquilo que já se havia perdido.

Busco refletir em cada detalhe enfatizando o contraste, a clareza das cores e harmonia, base fundamental dos impressionistas.

A arte por si só tem por obrigação comunicar, fazer com que o espectador se sinta à vontade em aceitá-la ou rejeitá-la.

O artista tem por direito decidir quando está pronta, de eternizá-la ou destruí-la se acaso lhe convier.

Há quem torce o nariz para a nobre arte, mas permita-me dizer;  Não pinto para a crítica mas para a humanidade.